O Cadê LGBT na Bienal do livro de São Paulo

O painel sobre personagens LGBTs provou que a literatura LGBTQIAP+ é gigante e pode ficar ainda maior

O Cadê LGBT na Bienal do livro de São Paulo

foto: Mídia Ninja


O Cadê LGBT participou da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. No dia 3 de julho, às 17h30, Maria Freitas, criadora do Cadê, mediou o painel Personagens LGBTs em diferentes gêneros literários. O bate papo contou ainda com a participação de Stefano Volp, Elayne Baeta e Giulianna Domingues. A plateia estava lotada e o painel apareceu ao vivo na GloboNews.


Durante a conversa, Maria perguntou sobre a necessidade de leitores em se verem representados nesses diferentes gêneros, mencionou a pesquisa feita pelo Cadê sobre os tipos de obras publicadas no Brasil e mencionou a importância de autores independentes para uma maior diversidade nesse cenário.



Também houve um momento para perguntas descontraídas, e rolou uma troca de universos. De acordo com Giu, Dimitria lidaria com a seita religiosa criada no livro de Volp com pouca paciência e flechadas. Volp acredita que haveria muita música emo e trechos de Kendrick Lamar caso um caderno pessoal de Daniel fosse encontrado. E Elayne revelou que, por não conseguirem entrar em um acordo, dificilmente Íris, Édra e Dona Símia sobreviveriam no universo gelado criado por Giu.


Durante as perguntas do público, teve leitora entregando flores para Elayne e letreiro personalizado para chamar a atenção dos convidados. Enquanto a conversa rolava, a fila para a sessão de autógrafos já estava lotada à espera de Volp, Elay e Giu.


Como bem lembrado durante o painel, essa é a prova de que a literatura LGBTQIAP+ ganhou força nos últimos anos e não dá para ignorar o fato de que esses autores e histórias chegaram para ficar e abrir espaços para mais representatividade no mercado.