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Quando Arthur ouviu o boato que circulava pelo colégio, Davi entrou pela primeira vez em seu universo perceptível. Estavam na mesma turma desde o primeiro ano do ensino médio, mas nunca tinha sequer escutado sua voz, pois viviam em mundos praticamente opostos: Arthur era um dos melhores jogadores do time de basquete do colégio, extrovertido e carismático, o típico garoto popular que estava sempre rodeado de amigos; Davi era o garoto quieto, distante e super inteligente que tirava as maiores notas da turma e era amado por todos os professores. E esse garoto tão diferente de Arthur estava supostamente apaixonado por ele, segundo o tal boato, que parecia se tornar mais verdadeiro a cada aula de educação física: quando estavam em quadra, Davi não tirava os olhos de Arthur nem por um segundo.
Sentindo-se incomodado com aquela atenção intensa e morrendo de curiosidade sobre os reais motivos de todos aqueles olhares, Arthur decidiu confrontar Davi para acabar de vez com suas dúvidas, mas as verdades que descobriu só serviram para despertar nele o desejo de se aproximar mais de Davi, e assim aconteceu. A partir desse encontro, Davi começou a fazer parte de seu cotidiano e, a cada dia que passava ao seu lado, seja nas sessões de estudo ou nos treinos de basquete que os dois passaram a fazer juntos, o que Arthur sentia por Davi foi crescendo e evoluindo, até que um raro sorriso verdadeiro do garoto mais inteligente acabou conquistando um lugarzinho especial no coração do garoto mais popular.

Bola de três

  • Luíza Carolina Silva
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DEPOIS DA MEIA-NOITE

Por Alan Silva

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